sábado, 16 de novembro de 2013

Licenciaturas no Estado de Goiás: Desafios e Perspectivas

     
           A Universidade Estadual de Goiás - UEG recebeu nesta quinta-feira, 7 de novembro, Instituições de Ensino Superior, profissionais da educação, intelectuais e estudantes para a II Mesa de Debates sobre Licenciaturas em Goiás, promovido pela Pró-Reitoria de Graduação - PrG. 
         A abertura do encontro foi realizada pela professora Maria Olinda que relatou os apontamentos advindos do V Encontro de Didática e Práticas Pedagógicas - V EDIPE, quando aconteceu a primeira mesa-redonda entre as Instituições de Ensino Superior para a discutir a formação de professores em Goiás. Dentre os pronunciamentos dos representantes das instituições de ensino superior, houve manifestações quanto a:
  • Baixa atratividade da carreira docente devido às condições de trabalho que tem gerado a ociosidade de vagas nos cursos de licenciatura em IES públicas e privadas;
  • Falta de autonomia profissional, péssimas condições de trabalho, baixa remuneração e desprestígio social a docência;
  • Imposição de práticas curriculares focadas, tão somente, na obtenção de resultados quantitativos questionáveis, e que tem gerado, por um lado, uma intensificação do trabalho docente e discente e, por outro um empobrecimento científico, pedagógico, político e humano dos profissionais, dos estudantes e das instituições educativas;
  • Necessidade de repensar as questões curriculares que envolvem as licenciaturas, no sentido de promover a articulação entre teoria e prática durante todo o curso, não ficando restrito a alguns momentos do curso, o que substituiria práticas dicotômicas por concomitantes, as chamadas ambiências universitárias e escolares.
          Tomando parte destas pontuações feitas no V Encontro de Didática e Práticas Pedagógicas - V EDIPE, surgiram questionamentos do tipo: quem forma o professor da licenciatura? Qual o modelo de professor formador que o aluno da licenciatura tem? Quem é o professor da educação básica? Por que os professores reforçam a desvalorização da docência? O que fazer para qualificar o professor formador? O que as IES estão fazendo pedagogicamente para a permanência e sucesso dos estudantes de licenciatura em seus cursos? Como se dá o diálogo e articulação com as Redes de escolas municipais e estaduais? Como ampliarmos o diálogo com as instituições e sistemas educacionais e superar um modo de organizar a universidade que a deixa fechada sobre ela mesma?


          Outras indagações também foram pautadas: Como são construídos os projetos pedagógicos e as matrizes curriculares dos cursos? Quem os constrói? Como se dá o processo de construção e reelaboração? Quem participa? Os alunos são ouvidos? Os professores da educação básica são ouvidos?
          Com relação à formação continuada dos docentes, questionou-se ainda: Qual o papel das instituições formadoras nesta tarefa? Como empreendê-la, de forma colaborativa com os sistemas de ensino, com vistas a responder os desafios da prática social e educacional? Qual o papel dos cursos de extensão e de pós-graduação lato e stricto senso neste processo?
           Como as IES visualizam o mestrado profissional em educação? Seria uma boa opção? Quem já oferta?
            A princípio parece-lhes muitas perguntas sem resposta, mas que ao longo do Debate algumas perguntas ficam mais claras para uma resposta mais eficaz. A professora Mirza Seabra Toschi propôs ao início de sua discussão, que as instituições se preocupem mais com a qualidade de formação docente e que as próprias escolas formadoras de professores valorizem a profissão.

         No mundo atual em que vivemos existe muita burocracia e pouca preocupação em como tratar o ambiente em que nos circunda, assim é a instituição de ensino, que possui uma política interna de como se estabelecer perante a sociedade, seja ela por inúmeros fatores, como as aprovações de seus alunos em Concursos Públicos ou até mesmo em quantidade de inscritos em Processos Seletivos, etc. A Vida é feita de degraus e alguns se impõe sobre os outros a fim de tirar proveito do que lhe trás benefícios, assim é a relação entre as instituições públicas e particulares, em uma relação ora de cumplicidade, outra de revogação de ambas estarem com um objetivo em comum: A formação do professor.
             No processo de formação dos professores, seja ela em qualquer fase deste processo, o educando é colocado sob a parede, sendo penalizado até mesmo pelo próprio professor que se encontra frustrado com o salário, as férias que não consegue, o concurso que não é feito pela unidade para se efetivar no emprego. Fatores como esse são de descaso perante o mundo das Licenciatura em que vivenciamos atualmente, visto que o educando, diante do sofrimento do próprio professor em conseguir as suas atribuições legais perante algo que é seu por direito, é fortalecido por uma negativa em tornar-se um membro educador, mesmo sabendo que um professor é o alicerce de qualquer profissão.
             Mirza, ainda toca em um ponto que está em clima crescente entre as Instituições de Ensino, que é a tendência internacional de se instituir nas IES os Programas de Mestrado Profissionais que já começaram a ser implantados na UEG, UFG e IFG, o que para a pesquisadora é algo pertinente à situação em que o Ensino está chegando. Assim, esses Programas Profissionais tendem a reascender a luz que exite tanto no interior dos professores, quanto dos educandos para que o ciclo de formação de indivíduos na sociedade jamais se extingua. A sociedade é um ser crescente, pensante e que deve e sempre existirá distinções entre os indivíduos que a compõe, onde os ditos " melhores" serão alicerce para os outros para que possam ocupar um lugar de destaque na sociedade, e esse alicerce são os professores que agora estão com uma nova oportunidade de restabelecer perante um aluno que pergunta: "Por que o senhor não foi pra outra área?

       O professor Libânio, ao fim da discussão, relatou dois modelos de formação diferentes nas licenciaturas. O primeiro  modelo é o da licenciatura em Pedagogia baseado no conhecimento pedagógico formal e em pouco conhecimento de conteúdos que é característico de um currículo intercultural de vivência de experiências socioculturais que colabora para a diminuição do papel do conteúdo na escola. No segundo modelo, ele evidencia as outras licenciaturas, em que se tem muito conteúdo e pouco conhecimento pedagógico, que em uma formação profissional do Curso de Pedagogia, os formados saem dos cursos de Pedagogia sem o domínio dos conteúdos específicos e de metodologias de ensino articuladas aos conteúdos, fato este que se reflete no insucesso das crianças durante o percurso escolar
              Novas metodologias de ensino fazem-se necessário, visto que a vocação de diversos estudantes está em defasagem. A procura de curso de licenciatura tem sido uma das menores, o que pode-se notar pela fala da pesquisadora Mirza, "Curso de Medicina chega a mais de 100 por vaga enquanto que a licenciatura está atualmente contanto com menos de um por vaga" Sendo assim as metodologias adotadas por diversos professores devem ser revistas para instigar os educandos ao exercício da profissão, de modo a trazer bem feitores que saibam resolver problemas do próprio cotidiano.

Por: Diêgo de Melo
















































































































































































































































              

2 comentários:

  1. Será que só usando novas metodologias damos conta de mudar os rumos de nossa educação?

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  2. Gostei bastante das suas considerações Diêgo.
    Até eu que não pude estar no Seminário pude ser beneficiado com os seus levantamentos em sua participação no evento.
    Obrigado!

    Ações e debates como este nos faz repensar as práticas docentes e a necessidade de valorização dos professores. Porém infelizmente há pouca mobilidade por parte do poder público e isso deve gerar inquietação em todos nós!

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