sábado, 7 de dezembro de 2013

Nação Digital

             O documentário Nação Digital mostra a nova sociedade diante de tanta tecnologia e como é necessária uma adaptação. É apresentado pelo pensador da era digital Douglas Rushkoff e pela produtora Rachel Dretzin, que criticam este convívio excessivo do ser humano com aparelhos eletrônicos e tecnológicos, apresentando seus lados bons e ruins
              A dupla mostra escolas que optaram por uma educação multimídia, analisa o exemplo da Coréia do Sul, onde a revolução digital trouxe algumas consequências boas e outras muito graves, e debate a iniciativa do exército americano, que passou a utilizar aviões controlados remotamente dos EUA nas guerras no Afeganistão e Iraque.
              O que significa viver no mundo digital do século 21? Quais são as implicações de viver em um mundo consumido pela tecnologia e qual é o impacto da conectividade constante para futuras gerações? Estas e outras questões são analisadas em 'Nação Digital', que entrevistou especialistas em diferentes áreas, da informática à psicologia.


                Fenômenos como os jogos online, que reúnem milhares de pessoas em torno de um evento, e implicações práticas como manter a atenção de alunos nas aulas, que se distraem surfando na internet ou mandando torpedos, também são abordados no documentário."
               Pesquisadores revelam que os jovens estão lendo pouco, e quando leem são versões compactas de livros, resenhas (tudo online) e que embora conectados ao mundo digital, por muitas horas, quando vão escrever, sua escrita é feita em pequenos parágrafos, às vezes desconexos uns dos outros.
                De acordo com o depoimento de um dos entrevistados para o “Nação Digital”: "A tecnologia melhorou, mas a escola, ainda não". Mais que uma frase, um tema para uma profunda reflexão sobre tempo e espaço escolar conectados ao século XXI, muito mais do que por cabos ou redes sem fio, mas a um contexto em que a tecnologia não pode ser mera recreação. Precisa ter sentido pedagógico e social.
                O termo "Nação Digital" é bem apropriado, pois, de fato, como bem salienta Rachel Dretzin percebeu, há um mundo virtual convivendo com o real em uma mesma casa, e ás vezes, as pessoas parecem mais conectadas ao digital do que ao real. Estão no mesmo espaço físico, mas vivendo imersos em um mundo de bits e bytes. E os jovens formam a maior nação, com suas diversas tribos, cada qual com uma linguagem própria. E para que educadores (pais e professores) realmente dialogarem com esta "Nação", é preciso conhecer seus usos e costumes. 

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