O documentário Nação Digital mostra a nova sociedade diante
de tanta tecnologia e como é necessária uma adaptação. É apresentado pelo
pensador da era digital Douglas Rushkoff e pela produtora Rachel Dretzin, que
criticam este convívio excessivo do ser humano com aparelhos eletrônicos e
tecnológicos, apresentando seus lados bons e ruins
A dupla mostra escolas que optaram por uma educação
multimídia, analisa o exemplo da Coréia do Sul, onde a revolução digital trouxe
algumas consequências boas e outras muito graves, e debate a iniciativa do
exército americano, que passou a utilizar aviões controlados remotamente dos
EUA nas guerras no Afeganistão e Iraque.
O que significa viver no mundo digital do século 21? Quais
são as implicações de viver em um mundo consumido pela tecnologia e qual é o
impacto da conectividade constante para futuras gerações? Estas e outras
questões são analisadas em 'Nação Digital', que entrevistou especialistas em
diferentes áreas, da informática à psicologia.
Fenômenos como os jogos online, que reúnem milhares de
pessoas em torno de um evento, e implicações práticas como manter a atenção de
alunos nas aulas, que se distraem surfando na internet ou mandando torpedos,
também são abordados no documentário."
Pesquisadores revelam que os jovens estão lendo pouco, e quando
leem são versões compactas de livros, resenhas (tudo online) e que embora
conectados ao mundo digital, por muitas horas, quando vão escrever, sua escrita
é feita em pequenos parágrafos, às vezes desconexos uns dos outros.
De acordo com o depoimento de um dos entrevistados para o “Nação
Digital”: "A tecnologia melhorou, mas a escola, ainda não". Mais que
uma frase, um tema para uma profunda reflexão sobre tempo e espaço escolar
conectados ao século XXI, muito mais do que por cabos ou redes sem fio, mas a
um contexto em que a tecnologia não pode ser mera recreação. Precisa ter
sentido pedagógico e social.
O termo "Nação Digital" é bem apropriado, pois, de
fato, como bem salienta Rachel Dretzin percebeu, há um mundo virtual convivendo
com o real em uma mesma casa, e ás vezes, as pessoas parecem mais conectadas ao
digital do que ao real. Estão no mesmo espaço físico, mas vivendo imersos em um
mundo de bits e bytes. E os jovens formam a maior nação, com suas diversas
tribos, cada qual com uma linguagem própria. E para que educadores (pais e
professores) realmente dialogarem com esta "Nação", é preciso
conhecer seus usos e costumes.
Sem comentários:
Enviar um comentário